tiistai, toukokuu 31, 2005

ControlCê-ControlBê da posta do Rancor Eterno

2003/12/02
As Gajas no geral são boas pessoas, compreensivas, tolerantes e boas companheiras. Mas...
...há um determinado tipo de datas (pouquitas) que esperam que o seu Gajo recorde SEMPRE!
Estas datas são efectivamente poucas e a Gaja espera que o seu Gajo tenha sempre presente não só as Datas importantes na relação (aniversário de casamento, aniversário de início de relação, aniversário do dia em que ELA começou a achar que a coisa era séria, dias dos namorados e santos casamenteiros de todos os países ocidentais e alguns orientais, aniversários de primeiro beijo, primeira queca, primeira ida ao cinema, primeira fotocópia tirada em conjunto, primeira vez que cozinharam pasta, primeira vez que tiveram um orgasmo simultâneo, primeira vez que compraram casa, primeira vez que compraram a marca de café que ainda hoje usam) como também as Datas importantes para a Gaja (Aniversário dela, familiares directos e 10 amigos mais chegados, data em que fez os primeiros 5 exames de condução, data em que entrou para a escola primária, data em que é suposto vir o período, data em que foi promovida/fez apresentação em público/iniciou Blog).
Em caso de esquecimento de alguma destas datas (quer por esquecimento de oferecer a prenda correspondente, quer por esquecimento de mencionar o seu conhecimento da respectiva data no decorrer de uma conversa normal) a Gaja acciona imediatamente o mecanismo do Rancor Eterno. O mecanismo do Rancor Eterno consiste em (após uma primeira fase de arremesso de objectos contundentes a partes sensíveis da anatomia masculina) nunca esquecer o esquecimento do Gajo e trazer o assunto à baila quando tal for relevante (por exemplo: Quando o Gajo diz "está a chover" a Gaja pode responder "é, que está a chover reparas tu, mas que ontem fez 7 meses e duas semanas que começamos a usar azeite oliveira da serra foste incapaz de te lembrar, é bom saber das tuas prioridades... não gostas de mim, não me ligas nenhum...). O Rancor Eterno serve intuitos educativos (provar ao Gajo que é perfeitamente possível saber todas as datas importantes, e mesmo assim NUNCA esquecer as falhas deles) e serve de manobra de distracção na eventualidade de a Gaja se esquecer de alguma data insignificante a que o Gajo dê demasiada importância (Aniversário dele, dia em que vai ao médico saber se tem de amputar a perna direita, dia em que foi eleito presidente da república, etc.)

maanantai, toukokuu 30, 2005

Que a Força esteja convosco

As Gajas, conforme é do conhecimento geral, são em média mais pequenas e têm menos massa muscular que os Gajos. É a vida, não se pode ter tudo, e os Gajos foram habituados desde cedo na historia da humanidade a fazer os trabalhos ditos pesados, deixando para as Gajas os trabalhos mais leves de educar e carregar com 30 kg de filhos e 50 de roupa lavada.
No entanto, na história recente deu-se uma reviravolta, e algumas Gajas têm agora a mania de que podem fazer tudo sozinhas, desde abrir frascos de compota a mudar os móveis da casa. Eu compreendo que na verdade, e como para todas as outras coisas, cada Gaja tem a sua mania e os Gajos já não sabem se hão de ser cavalheiros ou carroceiros, pelo que eu, que sei tudo e gosto de partilhar, vou esclarecer todas as dúvidas.
Vamos analizar uma situação hipotética, em que uma qualquer Gaja acaba de sair de uma qualquer porta carregada com um sem numero de sacos de aparência pesada, e que encontra nesse preciso momento um Gajo de mãos a abanar. O Gajo diz um “dá cá, que eu é que tenho que levar isso” à Gaja. Esta, arremessa-lhe com os conteúdos do saco aos dentes, enfia-lhe o saco vazio na cabeça, e enquanto espera que ele deixe de respirar, disserta sobre a opressão feminina. Num outro dia, o mesmo Gajo, devidamente ressuscitado pelos paramédicos e com uma placa nova, vê-se novamente numa qualquer porta defronte da mesma Gaja carregada com sacos de aparência pesada. Desta feita o Gajo abstêm-se de oferecer a sua ajuda, e caminha lado a lado com a Gaja a oferecer as suas opiniões sobre o tempo e o campeonato de futebol. A dada altura a Gaja prega-lhe uma rasteira, tira-lhe a placa e enfia-lhe os conteúdos do saco pela boca adentro enquanto disserta sobre a insensibilidade e a inconsideração da classe masculina. Este Gajo, sentado no banco do hospital, sente-se obviamente confuso, por estas atitudes que ele considera opostas, e sente-se tentado a deixar de ter qualquer contacto com o sexo feminino que não seja mediado por dinheiro, ou que não termine com o fechar da revista. O que este Gajo não sabe, são os pensamentos que passaram na cabeça da Gaja no decorrer de cada uma destas situações, pensamentos estes que, no interesse da humanidade, passo a desvendar:
Pensamentos da Gaja na situação 1: “E tu pensas que quê, que eu não tenho duas mãozinhas??? Não tenho músculos nos braços como as pessoas, não? Achas que eu não posso com esta merda, achas??? Pois toma lá disto a ver se não tenho força”
Pensamentos da Gaja na situação 2: “E é isto, uma Gaja aqui carregadíssima, a esfalfar-se com o peso e a inércia, e este nem vê nada, egoísta de merda só pensa na bola e no mundinho dele, pois então toma lá disto a ver se eu não existo”
Uma situação sem saída possível, uma espada de dois gumes? Não, nem por isso, pois há sempre um meio termo:
o que o gajo teria que fazer, caso fizesse uso dos nervos que estão acima do pescoço, seria oferecer a sua ajuda como o faria a qualquer outra pessoa, assim numa de “queres ajuda”, sem se impor como sexo forte nem menosprezar as capacidades da Gaja, ao mesmo tempo que mostra que se interessa pela vida das pessoas que não estão vestidas com equipamentos de futebol.

torstai, toukokuu 26, 2005

O senhor do tempo livre

Era uma vez um senhor que tinha muito tempo livre e que queria saber o que fazer dele. Como este senhor não era um desses senhores que tomam decisões sem primeiro averiguar de todas as possibilidades de escolha, decidiu fazer uma lista das coisas a que podia dedicar os seus tempos livres. Primeiro pensou em pegar num dicionário e fazer uma lista de todas as palavras que pudessem traduzir actividade, mas pensando melhor no assunto achou que qualquer palavra, com a adequada imaginação poderia indicar uma ou várias actividade, por exemplo a palavra “abade” tanto poderia sugerir a frequência de um curso de teologia, como a manufactura de pequenos exemplares de barro, ou o serial killing de membros da igreja. Então achou melhor começar por fazer um inquérito a pessoas conhecidas, uma colecta das actividades consideradas normais e mais usadas como ocupadoras de tempos livres. A lista começou com um simples viajar, mas cresceu tanto e tão rapidamente com ler, caminhar, jardinar, cozinhar, costurar, ver televisão, ir ao cinema, pintar, esculpir, escrever, fotografar, posar, passear, construir, coleccionar, correr, nadar, treinar, engomar, limpar, lavar, trabalhar, casar, copular, coçar, cultivar, arrepender, pensar, filosofar, chatear, prometer, contar, inventariar, alfabetizar, desenhar, depilar, tatuar, conduzir, pregar, acarinhar, miniaturizar, coscuvilhar, comunicar, observar, investigar, alimentar, traduzir, amealhar, colorir, educar... cresceu tanto, que o senhor começou a ficar preocupado com a fase da escolha, como escolher entre tantas actividades?
Então o senhor pensou numa estratégia, e decidiu fazer um organigrama de actividades:
Primeiro dividiu as actividades em paradas (tipo pensar, filosofar, e ler) e mexidas (tipo correr, andar de bicicleta e copular), e pensou em qual destes dois tipos preferia ocupar os seus tempos livres. Pensou e decidiu que gostava mais das paradas que ele não era um senhor muito atlético e não gostava de suar.
Nas actividades paradas podia escolher entre as paradas criativas (pintar, escrever, imaginar...) e as paradas consumidoras (ler, observar, coleccionar). Esta escolha foi mais difícil, porque se por um lado consumir coisas já feitas dava menos trabalho ao cérebro e era sempre uma surpresa ver o que saía do dos outros, por outro lado criar era infinito e podia ser feito em qualquer lado com ou sem dinheiro.
Restava decidir entre actividades em meios físicos (escrever, pintar) e actividades em balõezinhos no ar (filosofar, pensar, dar sentido à vida), e achou que sem meios físicos seria mais fácil usufruir de todo e qualquer tempo livre, porque teria a liberdade de fazer a actividade de sua escolha em qualquer sítio, altura ou situação.
Quando chegou à altura de escolher de entre a agora bastante mais restrita lista de actividades ocupadoras de tempos livres de sua preferência, o senhor sentiu uma dor num braço e morreu.

tiistai, toukokuu 24, 2005

De trombas

Quem já não sentiu uma certa preocupação por, ao conhecer a mais recente gaja de um familiar ou amigo, verificar que ela está zangada, triste, cabisbaixa, furiosa, a querer estar em qualquer outro lugar, ou como costuma dizer-se nos meus meios “de trombas”, e achar que gaja tão antipática não é decerto conveniente aos nossos bem amados familiares/amigos?
Pois eu, vossa sempre prestável tasqueira, conhecedora de assuntos de gajas e insultos a gajos, e que, por ter a mania que tem sempre razão fez uma aposta com certas pessoas em como os comentários em caso de escrita de posta dos antigamentes iam ter uma certa e determinada índole, que não vou aqui dizer para não influenciar ninguém, e não virem depois dizer que não posso ter o meu maseratti porque fiz batota, vou dar ao caro leitor umas luzes sobre este tão frequente e triste fenómeno.
Vou passar então a analizar cronologicamente a sequência de eventos que leva a este fenómeno das Gajas dos nossos amigos terem a fronha permanentemente cerrada:

Evento #1: Bem amado familiar ou amigo anuncia que vai jantar fora com familiares ou amigos. Não se pronuncia acerca da presença ou ausência da Gaja. Gaja continua a fazer a vida dela porque acha que se a sua presença fosse requerida e bem vinda já teria sido convidada, mas amua ligeiramente porque até lhe apetecia sair e conhecer familiares ou amigos de quem já ouviu maravilhas.
Evento #2: Bem amado familiar ou amigo prepara-se para sair, quando já está com as chaves na mão ouve um suspiro errante e pergunta a Gaja se está com o período, Gaja solta grunhido, Gajo diz “bem que podias vir, só te fazia bem”.
Evento #3: Bem amado familiar ou amigo, encostado à parede com as chaves apontadas à jugular, jura que pensa que a tinha convidado.
Evento #4: Bem amado familiar ou amigo conduz e resmunga sobre o tradicional e estereotípico atraso das mulheres enquanto Gaja calça meias e sapatos e se indaga se se notará muito que se esqueceu do soutien.
Evento #5: Chegados ao jantar, bem amado familiar ou amigo começa imediatamente a falar com toda a gente sobre computadores e futebol, enquanto Gaja se vê sozinha no meio de caras estranhas e curiosas. Gaja apercebe-se que tem um ar triste e deprimido e compreende a impressão negativa que pode causar sobre as pessoas, pelo que tenta pensar em coisas que a façam sorrir: em deixar dois ovos 3 meses ao sol e fazer-lhe uma gemada, em gotas de ácido concentrado a cair-lhe sobre a retina, ou em congelar-lhe uma mão em azoto liquido e dar-lhe uns piparotes até se partir em bocadinhos que façam “pling-pling-pling” a cair no chão.
Evento #6: Bem amado familiar ou amigo senta-se no lado oposto da mesa, embrenhado na discussão do campeonato, deixando Gaja sozinha no meio duma senhora de cabelo castanho e dum senhor de cabelo azul, que assustados com o seu ranger de dentes conversam entre si sobre futebol e computadores. Gaja forma propósito mental de mudar a orientação sexual.
Evento # 7: Familiares e Amigos começam a lamentar a má sorte do familiar e amigo e todos concordam que o moço tem azar em que lhe calhem sempre Gajas antipáticas com a mania que são boas, que não falam a ninguém e que se limitam a sentar e ranger os dentes.
E é assim, caro leitor, que se formam decisões precipitadas sobre raparigas inocentes, culpadas apenas do crime de não se levantarem imediatamente e irem beber uma cerveja com o primeiro desconhecido bem parecido que lhes apareça. Espero que após este pequeno esclarecimento, o caro leitor pense duas vezes antes de formular juizos, e que, em se vendo numa situação semelhante, tente ultrapasar o medo, diga “pling” 3 vezes, e ganhe uma amiga para a vida.

perjantai, toukokuu 20, 2005

É certo que a puta da vida são dois dias e um gajo que perde uma hora a descrever o que fez, ou coisas que se lhe ocorreram, nas anteriores 24, já só tem 23 para viver. Mas o que é certo também, é que a vida nao é mais do que o que fazemos com o tempo que ela nos dá, e se é verdade que temos que passar algum desse tempo a arranjar euros para comer e ter um sítio quente onde dormir, tambêm é verdade que às vezes ainda sobra algum desse tempo, o chamado livre, e temos que fazer opções sobre o que fazer com ele: se o queremos passar a aprender coisas que a maioria acha estar certa, a trabalhar mais para ter ainda mais euros, a fazer filhos escrever livros e plantar árvores para deixar marcas que outros vejam, a criar relações e comunicar com outros de nós, ou a fazer com que ele passe de mansinho, ocupando-o com coisas que nos fazem felizes. E eu pessoalmente do que mais gosto é de ler palavras bem escritas (seja porque estão postas numa ordem bonita ou porque contam uma história bonita), e a mim, se há coisa que me deixa orgulhosa, de cabeça erguida e postura erecta é o saber que palavras bem escritas me saíram da cabeça.

maanantai, toukokuu 16, 2005

Tenho medo que as pessoas pensem que sou uma daquelas pessoas que têem medo do que as outras pessoas possam pensar.