Da Dor
Ouvi no outro dia na televisão (a televisão para mim é um rádio que dá luz), que as mulheres morrem mais de ataques cardiacos porque quando o dito ataque começa, elas continuam a sua vida como se nada fosse, enquanto que os homens vão logo a correr para o hospital. Tambem me chegou aos ouvidos, que em alturas de epidemias de desinteria, as mulheres iam para o campo trabalhar e os homens ficavam em casa que não aguentavam com as dores. As mulheres morriam desidratadas, e os homens recuperavam.
Quanto a estes fenomenos ocorre-se-me tecer algumas considerações:
Pode dar-se o caso de as mulheres terem um nivel de tolerancia à dor mais elevado, pelo que não caem de cama por qualquer ataquezinho cardiaco ou desmanchamento dos intestinos. O que faz sentido em termos evolutivos: que as mulheres a quem doia menos os partos e demais “dores de ter filhos”, os tenham em maior quantidade. O que me faz pensar que a evolução foi filha da puta, em vez de seleccionar alguma característica mais comoda, como ter filhos mais pequenos que saissem pelo umbigo, ou têr um fecho eclair na barriga que se abrisse e fechasse para parir, não! Tinha que seleccionar um método sujo, sangrento e que faz estragos mas que as mulheres conseguem tolerar.
Alternativamente, as mulheres podem não ter de todo mais tolerancia a dor, mas apesar de a sentirem, preferem continuar a trabalhar a arriscar-se a uma visita ao hospital ou a uma estadia na cama, que poderia em ultima analise levar ao acabamento do mundo (mulher tá de cama, marido tenta cozinhar, tenta usar lixivia para fritar batatas, queima a cara, corre desenfreadamente na cozinha tentando descobrir aquela coisa que deita agua, sai acidentalmente pela janela, cai no meio da estrada, carros despistam-se, camião que transporta armamento despista-se, armamento dispara acidentalmente, bush acha que é um ataque terrorista, bush carrega no botão vermelho, mundo acaba, the end)
Eu pessoalmente gosto mais é de me queixar. Se tratasse as minhas doenças com hospital e cama, depois ia-me queixar de quê? Do tempo?
Quanto a estes fenomenos ocorre-se-me tecer algumas considerações:
Pode dar-se o caso de as mulheres terem um nivel de tolerancia à dor mais elevado, pelo que não caem de cama por qualquer ataquezinho cardiaco ou desmanchamento dos intestinos. O que faz sentido em termos evolutivos: que as mulheres a quem doia menos os partos e demais “dores de ter filhos”, os tenham em maior quantidade. O que me faz pensar que a evolução foi filha da puta, em vez de seleccionar alguma característica mais comoda, como ter filhos mais pequenos que saissem pelo umbigo, ou têr um fecho eclair na barriga que se abrisse e fechasse para parir, não! Tinha que seleccionar um método sujo, sangrento e que faz estragos mas que as mulheres conseguem tolerar.
Alternativamente, as mulheres podem não ter de todo mais tolerancia a dor, mas apesar de a sentirem, preferem continuar a trabalhar a arriscar-se a uma visita ao hospital ou a uma estadia na cama, que poderia em ultima analise levar ao acabamento do mundo (mulher tá de cama, marido tenta cozinhar, tenta usar lixivia para fritar batatas, queima a cara, corre desenfreadamente na cozinha tentando descobrir aquela coisa que deita agua, sai acidentalmente pela janela, cai no meio da estrada, carros despistam-se, camião que transporta armamento despista-se, armamento dispara acidentalmente, bush acha que é um ataque terrorista, bush carrega no botão vermelho, mundo acaba, the end)
Eu pessoalmente gosto mais é de me queixar. Se tratasse as minhas doenças com hospital e cama, depois ia-me queixar de quê? Do tempo?
