Que a Força esteja convosco
As Gajas, conforme é do conhecimento geral, são em média mais pequenas e têm menos massa muscular que os Gajos. É a vida, não se pode ter tudo, e os Gajos foram habituados desde cedo na historia da humanidade a fazer os trabalhos ditos pesados, deixando para as Gajas os trabalhos mais leves de educar e carregar com 30 kg de filhos e 50 de roupa lavada.
No entanto, na história recente deu-se uma reviravolta, e algumas Gajas têm agora a mania de que podem fazer tudo sozinhas, desde abrir frascos de compota a mudar os móveis da casa. Eu compreendo que na verdade, e como para todas as outras coisas, cada Gaja tem a sua mania e os Gajos já não sabem se hão de ser cavalheiros ou carroceiros, pelo que eu, que sei tudo e gosto de partilhar, vou esclarecer todas as dúvidas.
Vamos analizar uma situação hipotética, em que uma qualquer Gaja acaba de sair de uma qualquer porta carregada com um sem numero de sacos de aparência pesada, e que encontra nesse preciso momento um Gajo de mãos a abanar. O Gajo diz um “dá cá, que eu é que tenho que levar isso” à Gaja. Esta, arremessa-lhe com os conteúdos do saco aos dentes, enfia-lhe o saco vazio na cabeça, e enquanto espera que ele deixe de respirar, disserta sobre a opressão feminina. Num outro dia, o mesmo Gajo, devidamente ressuscitado pelos paramédicos e com uma placa nova, vê-se novamente numa qualquer porta defronte da mesma Gaja carregada com sacos de aparência pesada. Desta feita o Gajo abstêm-se de oferecer a sua ajuda, e caminha lado a lado com a Gaja a oferecer as suas opiniões sobre o tempo e o campeonato de futebol. A dada altura a Gaja prega-lhe uma rasteira, tira-lhe a placa e enfia-lhe os conteúdos do saco pela boca adentro enquanto disserta sobre a insensibilidade e a inconsideração da classe masculina. Este Gajo, sentado no banco do hospital, sente-se obviamente confuso, por estas atitudes que ele considera opostas, e sente-se tentado a deixar de ter qualquer contacto com o sexo feminino que não seja mediado por dinheiro, ou que não termine com o fechar da revista. O que este Gajo não sabe, são os pensamentos que passaram na cabeça da Gaja no decorrer de cada uma destas situações, pensamentos estes que, no interesse da humanidade, passo a desvendar:
Pensamentos da Gaja na situação 1: “E tu pensas que quê, que eu não tenho duas mãozinhas??? Não tenho músculos nos braços como as pessoas, não? Achas que eu não posso com esta merda, achas??? Pois toma lá disto a ver se não tenho força”
Pensamentos da Gaja na situação 2: “E é isto, uma Gaja aqui carregadíssima, a esfalfar-se com o peso e a inércia, e este nem vê nada, egoísta de merda só pensa na bola e no mundinho dele, pois então toma lá disto a ver se eu não existo”
Uma situação sem saída possível, uma espada de dois gumes? Não, nem por isso, pois há sempre um meio termo:
o que o gajo teria que fazer, caso fizesse uso dos nervos que estão acima do pescoço, seria oferecer a sua ajuda como o faria a qualquer outra pessoa, assim numa de “queres ajuda”, sem se impor como sexo forte nem menosprezar as capacidades da Gaja, ao mesmo tempo que mostra que se interessa pela vida das pessoas que não estão vestidas com equipamentos de futebol.
No entanto, na história recente deu-se uma reviravolta, e algumas Gajas têm agora a mania de que podem fazer tudo sozinhas, desde abrir frascos de compota a mudar os móveis da casa. Eu compreendo que na verdade, e como para todas as outras coisas, cada Gaja tem a sua mania e os Gajos já não sabem se hão de ser cavalheiros ou carroceiros, pelo que eu, que sei tudo e gosto de partilhar, vou esclarecer todas as dúvidas.
Vamos analizar uma situação hipotética, em que uma qualquer Gaja acaba de sair de uma qualquer porta carregada com um sem numero de sacos de aparência pesada, e que encontra nesse preciso momento um Gajo de mãos a abanar. O Gajo diz um “dá cá, que eu é que tenho que levar isso” à Gaja. Esta, arremessa-lhe com os conteúdos do saco aos dentes, enfia-lhe o saco vazio na cabeça, e enquanto espera que ele deixe de respirar, disserta sobre a opressão feminina. Num outro dia, o mesmo Gajo, devidamente ressuscitado pelos paramédicos e com uma placa nova, vê-se novamente numa qualquer porta defronte da mesma Gaja carregada com sacos de aparência pesada. Desta feita o Gajo abstêm-se de oferecer a sua ajuda, e caminha lado a lado com a Gaja a oferecer as suas opiniões sobre o tempo e o campeonato de futebol. A dada altura a Gaja prega-lhe uma rasteira, tira-lhe a placa e enfia-lhe os conteúdos do saco pela boca adentro enquanto disserta sobre a insensibilidade e a inconsideração da classe masculina. Este Gajo, sentado no banco do hospital, sente-se obviamente confuso, por estas atitudes que ele considera opostas, e sente-se tentado a deixar de ter qualquer contacto com o sexo feminino que não seja mediado por dinheiro, ou que não termine com o fechar da revista. O que este Gajo não sabe, são os pensamentos que passaram na cabeça da Gaja no decorrer de cada uma destas situações, pensamentos estes que, no interesse da humanidade, passo a desvendar:
Pensamentos da Gaja na situação 1: “E tu pensas que quê, que eu não tenho duas mãozinhas??? Não tenho músculos nos braços como as pessoas, não? Achas que eu não posso com esta merda, achas??? Pois toma lá disto a ver se não tenho força”
Pensamentos da Gaja na situação 2: “E é isto, uma Gaja aqui carregadíssima, a esfalfar-se com o peso e a inércia, e este nem vê nada, egoísta de merda só pensa na bola e no mundinho dele, pois então toma lá disto a ver se eu não existo”
Uma situação sem saída possível, uma espada de dois gumes? Não, nem por isso, pois há sempre um meio termo:
o que o gajo teria que fazer, caso fizesse uso dos nervos que estão acima do pescoço, seria oferecer a sua ajuda como o faria a qualquer outra pessoa, assim numa de “queres ajuda”, sem se impor como sexo forte nem menosprezar as capacidades da Gaja, ao mesmo tempo que mostra que se interessa pela vida das pessoas que não estão vestidas com equipamentos de futebol.

8 Comments:
Boa explicação. Obrigado.
Mas há 2 pequenas objecções:
1 - Se não formos rápidos a oferecer ajuda a Gaja reage (mal) antes de abrirmos a boca, por não oferecermos ajuda.
2 - Ou então diz "leva lá um saco, porra!" E isto levar-nos-ia ao facto de a Gaja querer um Gajo masculino, com autoridade, que não deixam que se metam com ele (especialmente se for a própria Gaja a meter-se com ele), e ao mesmo tempo atencioso e meiguinho. Os meios-termos não são fáceis de atingir...
"um Gajo masculino, com autoridade, que não deixa que se metam com ele" o que é que queres dizer com isso? que as Gajas nao tem autoridade, que essa é uma actividade exclusivamente masculina??? que ser atencioso e meiguinho é coisa de gaja, e para gaja?? aiiiii...
N vale a pena, nem o semi-anonimato da net me protege das confusões de Gaja.
Sejamos sérios. Em metade do tempo a Gaja expõe e impõe a sua autoridade; na outra metade do tempo a Gaja reclama de o Gajo não se impôr e de não ter opinião própria. É tão simples (?) como isto...
Isto já é mais que velho, é eterno, fatídico eu diria...
Depreendo que queres percebes as Gajas?
Um conselho: Desiste!
As gajas são como são e fazem consoante o Gajo que está á sua frente.
So:
Good Luck
../DiVa
A partir de certa altura passei a dizer "Estou a pensar chamar um homem para vir cá fazer...". Não era eficaz para obter cooperação, mas era deliciosamente contundente.
é isso mesmo! eu quero.
Perdoa-me o comentário tão minimalista mas olha que é sentido. Vim cá ter por recomendação do Anarca e os teus textos são de cagar a rir. uma boa continuação..
Beijinho
GRANDE explicação da "gaja" e do "gajo"... Éh pah, somos do caraças, n somos?
lol(:
Sigaaaa**kiss,kiss,
DARA
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