tiistai, huhtikuu 12, 2005

Museu do Dia

Um museu da segunda guerra mundial e da resistencia francesa. Desta vez, e curiosamente em versão bilingue, francês e alemão, não sei se numa atitude de fair play, se numa atitude de toma lá que ganhamos. Posters, anuncios de execuções, mapas, objectos, medalhas, fotos. Até é assunto que me interessa, e até gostava de saber o papel da frança nesta guerra, mas ler francês de pé cansa. Passei os olhos de relance por tudo. Como bom ser humano, sedento de sangue e de um bom abanar de cabeça depreciativo pelas atitudes dos outros, analisei atentamente todas as fotos e artigos relativos a campos de concentração.
Nos outros museus, os de artes, as zonas mais sangrentas são geralmente as de pinturas religiosas. Pode haver uma ou outra guerra, execução ou cena de escravatura, mas em que outra zona se pode ver um corpo a segurar a propria cabeça, decepada, mas com um ar bastante comunicativo, na mão?
No de belas artes do que mais gostei foi dos retratos, é uma coisa que tenho, não consigo decorar uma cara, se me sentar e tentar imaginar uma, seja a minha ou a de quem a tem mais vezes perto de mim, posso até ver uma sobrancelha, um olho ou uma cana do nariz, se me esforçar consigo trazer à memória alguns pormenores de alguma fotografia que tenha visto mais vezes, mas nunca uma cara inteira, e caras é das coisas que mais gosto de ver pintadas.
Tambem gostei do tema da temporaria de nulla die sine lina, nem um dia sem uma linha, e do retrato do senhor Camargo e do cristo do senhor Redon e dum que tinha uma estrada dum senhor Lestié. O senhor Camargo tinha lá uma foto dele, mas no retrato (pintado) estava mais atraente, sendo que quero dizer atraente não como bonito ou elegante, mas como alguem que atrai e com quem, dentro de mim, consideraria a hipotese de ter filhos. É um problema que me ocorre muitas vezes, ver um homem que, por fazer bem alguma coisa, se transforma em atraente. Pode ser velho, feio, magro, baixo, e loiro*, mas se souber cantar, pintar, cozinhar ou representar, imediatamente se torna sensual e apelativo. E foi esse o caso com o senhor Camargo: vi a foto dele e era só um senhor magricelas sentado no meio duns quadros. Mas no auto retrato senhores, no auto retrato...
(E às vezes penso que é essa a diferença entre homens e mulheres. Porque vejo raros homens a considerar mulheres velhas e feias e gordas atraentes, por muita arte que tenham em determinada matéria. E vejo muitas mulheres a cair de amores por figuras carismáticas, mas que em termos fisicos...)


*atributos fisicos que, segundo o meu gosto pessoal, colocam os que os possuem no fundo da minha lista de “pessoas com quem eu não me importava de considerar a hipotese de ter filhos”

4 Comments:

Anonymous Francesco Alberoni said...

A menina andou a ler os meus livros ou essa sua ideia é original?É isso que eu defendo,nem mais; as mulheres,supostamente românticas,olham muito mais às características sociais (dinheiro,bom carro,prestígio) e os homens para as físicas...

7:32 ap.  
Blogger tasque said...

vamos la a ver uma coisa, quem falou aqui em caracteristicas sociais?? eu falei em "habilidades", "artes", charme, o que queira. Nao e por um gajo ser rico ou ter prestigio que eu o acho sexy, mas se souber fazer uma cadeira ou pintar um quadro ou cantar uma cancao com as proprias maos e/ou boca, ja mo pode parecer. (digamos que acharia mais sexy o carpinteiro que o presidente da loja de moveis, mas isto sou eu...)

12:32 ip.  
Anonymous Francesco Alberoni said...

Peço desculpa, não a quis ofender. A sério, isto não é um daqueles anónimos que se divertem a envenenar os blogues dos outros. Se tiver interesse procure alguns dos meus livros...

4:35 ap.  
Anonymous G. Rodrigues said...

Sou feio, magro, baixinho, mas NÃO sou louro. Não sei cantar, nem pintar, nem cozinhar e muito menos representar. Sei fazer uma ou duas coisas mas que não posso revelar aqui porque se não gozam comigo. Acha que tenho hipóteses?

3:23 ip.  

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