E, finalmente, o vinho
Dia de “portas abertas” na região de medoc. Fomos de carro, pelo meio de vinhas e aldeias, com o ocasional vislumbre de rios e centrais nucleares. As uvas fazem-se nas vinhas, os vinhos fazem-se nos Chateau. As vinhas nesta altura do ano parecem plantações de troncos baixinhos, com uns barrotes a segurá-las, ou aos corvos. Os Chateaus chama-se todos chateau, quer os que têm torres e ameias e imponência quer os que parecem casas ou garagens de gente. Durante um fim de semana de primavera estão de “portes ouvertes”: abrem-se as portas das adegas e das caves, abrem-se as rolhas das garrafas, abrem-se os sorrisos dos propietários e “fazedores de vinho” e quem quer entra e aprende e pergunta e desfruta e conversa e prova. Os pequenos oferecem petiscos e falam dos vinhos deles e daquela vez em que o marido comprou um tractor em segunda mão só porque era dum jogador de futebol, e de como a vida está dificil e dão à prova o que têm à venda, com as tabelas de preços à mão. Os grandes mostram a adega, explicam as técnicas e as qualidades e as higienes e as máquinas e dão à prova vinhos que ainda não estão à venda mas do qual estão extremamente orgulhosos.
Por alturas de Setembro umas maquinas colhem as uvas, outras maquinas esmagam as uvas, as uvas entram nas cubas onde passam umas semanas a fermentar. Daí passam para barricas de carvalho de 220 litros. Os propietários pequenos gostam mais do carvalho americano e gabam-lhe as propiedades organolepticas e de preços. Os propietários grandes orgulham-se do seu carvalho exclusivamente frances. Os propietários grandes acham imprescíndivel mudar de barricas todos os anos, os propietários pequenos contentam-se com mudá-las de 3 em 3 anos. Ano e meio depois de entrar nas barricas o vinho vai prás garrafas e daí para as barrigas de pessoas de todo o mundo, característica comum a vinhos de donos grandes e pequenos, todos arranjam maneira de vender e exportar...
Por alturas de Setembro umas maquinas colhem as uvas, outras maquinas esmagam as uvas, as uvas entram nas cubas onde passam umas semanas a fermentar. Daí passam para barricas de carvalho de 220 litros. Os propietários pequenos gostam mais do carvalho americano e gabam-lhe as propiedades organolepticas e de preços. Os propietários grandes orgulham-se do seu carvalho exclusivamente frances. Os propietários grandes acham imprescíndivel mudar de barricas todos os anos, os propietários pequenos contentam-se com mudá-las de 3 em 3 anos. Ano e meio depois de entrar nas barricas o vinho vai prás garrafas e daí para as barrigas de pessoas de todo o mundo, característica comum a vinhos de donos grandes e pequenos, todos arranjam maneira de vender e exportar...

2 Comments:
E é melhor ou pior que o nosso Porto?
nao querendo generalizar que so provei umas dezenas e ha uns milhares: ha-os a cheirar lindamente, mas vai-se a provar e é cha, e ha-os a saber maravilhosamente mas cheiram a madeira queimada. e depois ha aqueles q nao me dizem mesmo nada. mas gostos sao gostos, e como ja disse ainda falta provar muitos :)
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